Review: Hyperdimension Neptunia U: Action Unleashed

Aproveitando que Hyperdimension Neptunia U: Action Unleashed será lançado amanhã no Steam, vou falar aqui um pouco aqui sobre o que achei do Jogo baseado na versão Vita. A julgar por como as versões Re;Birth rodam no PC, acho desnecessário falar sobre os aspectos técnicos do port, daí vou focar somente no jogo.


Hyperdimension Neptunia U: Action Unleashed (PlayStation Vita, PC)
Desenvolvedoras: Tamsoft, Compile Heart
Publisher: Idea Factory International

Uma coisa que preciso que você entenda é que eu adoro Neptunia mais do que alguém deveria ser permitido. Não sei mais quantos milhares de reais eu já gastei só com os jogos e a quantidade de colecionáveis que possuo é monumental: mangás, chaveiros, figures, drama CDs,  dakimakura e aí vai. Eu gosto tanto da franquia que consigo até entender o charme do primeiro jogo.

Quando descobri que Neptunia U seria um brawler 3D aos moldes de Senran Kagura: Shinovi Versus eu percebi o quanto esse spin-off era óbvio: nas duas franquias as personagens podem lutar de 2 formas, em ambas existe transformação de uma forma para outra e em ambas há uma variedade de golpes/especiais que as personagens podem usar. Copia as personagens de um jogo em cima da engine do outro e pronto, GOTY.

Uma pena que isso foi o que NÃO fizeram.

O modo história é o primeiro dos três presentes no jogo,  se resume numa lista de missões onde algumas liberam eventos explicando o enredo do jogo. A maioria delas consiste em você eliminar todos os monstros do mapa ou coletar algum item, porém algumas tem uma condição oculta para vencer. Exemplo, em uma missão você só precisa se transformar, em outra você tem que finalizar o chefe com um especial. Só que não se preocupe, caso você falhar a missão o jogo te jogará na cara o que você precisa fazer.

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Esse modo história deixa a desejar por sua brevidade. Arrisco dizer que gastei menos tempo em todo o modo história de Neptunia U do que gastei com os DLCs de personagens extras do jogo original de PS3. A única coisa boa nele é apresentar as duas personagens estreando nesse jogo: Dengekiko e Famitsu, ambas representando revistas de jogos japonesas.

Eu queria poder falar ao menos o combate nesse modo é divertido, mas não. Alguns personagens eu só consegui tomar dano suficiente para ver a cena das roupas se desfazendo quase no fim do jogo. Como não há controle de dificuldade, a grande maioria das quests se resume à esperar  os inimigos entrarem em fila e encaminhá-los para seu fim.

O segundo dos modos é o Gamindustri Gauntlet, uma arena onde as deusas se enfrentam para decidir qual a mais poderosa entre elas. A oportunidade perdida aqui foi a de não ter feito um modo multiplayer, ao menos que local. Dessa vez temos um controle de dificuldade, mas ele parece mais para um controle de quantas vezes elas vão usar EXE Drive contra você na partida.

O último dos modos é a Neptral Tower, uma torre de 50 andares onde cada andar tem uma seleção diferente dos monstros do jogo. E foi exatamente nela que eu perdi totalmente a boa vontade com ele.

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Eu entendo a Compile reaproveitar recursos dos outros jogos, mas daí me fazem 3 andares seguidos onde você enfrenta varia 3 cores diferentes do mesmo monstro. Até o padrão de ataques é o mesmo, a única diferença é a quantidade de HP e a cor dos monstros que você está enfrentando.

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Aí eu te lembro que o jogo é muito fácil e não te dá desafio algum, e que se você quiser completar ele (no meu caso, a Platina), você vai ter que chegar ao último andar com TODAS as personagens. Diversas vezes ainda por cima, já que uma das conquistas depende de você conseguir boa relação entre todas elas também.

CONCLUSÃO

As únicas pessoas que eu recomendaria esse jogo são os próprios fãs de Neptunia, pois já conseguimos suportar as falhas dos jogos da Compile Heart. E é por causa delas, tão escancaradas em Neptunia U que não vou recomendar para ninguém novato na franquia ou mesmo para alguém que simpatize, mas talvez vá pegar a preço cheio. Ele decepciona como jogo de ação por ser fácil demais e como um Neptunia também, por ter menos eventos que alguns DLCs da própria série.

Neptunia U era a receita perfeita para um bom jogo e seria uma excelente adição para a série caso fosse exatamente o que achei que seria no começo desse review: Senran Neptunia. A Tamsoft estar a cargo do desenvolvimento deveria garantir isso, mesmo porque Shinovi Versus também sofre do problema de reaproveitamento de recursos. Encerro dizendo que Neptunia U, ao menos para mim, vai acabar como o primeiro jogo da série: você reconhece que existe, mas recomenda a todo mundo jogar os outros jogos melhores da série.

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